Quem sabe um dia, Cinderela?

ERA UMA VEZ UMA MENINA QUE CRESCEU OUVINDO OS CONTOS DE FADAS, ERA ALEGRE, FELIZ E MUITO SAPECA, ADORAVA A CINDERELA, POIS ERA NA DOÇURA DELA QUE SE ESPELHAVA PARA VIVER. UM DIA ESSA DOCE CRIATURA, SENSÍVEL, INOCENTE E INCRIVELMENTE SONHADORA DESCOBRIU QUE A VIDA NÃO É UM CONTO DE FADAS, AINDA MUITO PEQUENA TORNOU-SE MAIS MUITO MAIS AMARGA E INFELIZ DO QUE A PIOR DAS BRUXAS. 
ALGUM TEMPO DEPOIS JÁ MOCINHA TINHA O CORAÇÃO EM PEDAÇOS COMO UM FINO CRISTAL A QUEM SE ENTREGA POR CONFIANÇA, ESSE TROPEÇA, ESCORREGA E ESSE CRISTAL SE QUEBRA E NÃO SER COLADO. 
NÃO ERA SÓ NA CINDERELA QUE A MENINA AMAVA, TAMBÉM ENTRE SEUS AMORES ESTAVAM A LUA O MAR, COMO MORAVA POR DA PRAIA TODAS AS NOITES DE LUA CHEIA CAMINHAVA A BEIRA-MAR, COM OS PÉS NA AREIA OLHAVA A LUA A FALAVA AO CORAÇÃO:
-SARA CORAÇÃO, SARA!!!
PORÉM, SEU CORAÇÃO SEM FORÇAS NÃO PODIA ATENDE-LÁ.  PASSOU-SE ANOS E ANOS FAZENDO A MESMA COISA, ESSES ANOS DE SOFRIMENTO CUSTARAM-LHE A INFÂNCIA E A ADOLECÊNCIA. CANSADA DE TENTAR MUDOU-SE, ABANDONOU UM DE SEUS AMORES, O MAR. DURANTE SUA VIDA SOLITÁRIA CONSEGUIU SUCESSO, ADMIRAÇÃO, NADA QUE PUDESSE SUPRIR O VAZIO EM SEU PEITO. ENFIOU- SE NA MATA, CONHECEU BELOS LUGARES E ESCULTANDO O CANTO DOS PASSÁROS TINHA UM POUCO DE PAZ, MAS ALGO AINDA ATORMENTAVA-A, OS ESPELHOS DOS QUAIS FUGIU QUANDO VIVIA NA CIDADE, SÓ QUE ESSES NÃO ERAM MÁGICOS, ELA VIA O QUE NÃO QUERIA… ELA VIA SEU SOFRIMENTO. ENTÃO, FUGIU NOVAMENTE, FOI PARA CIDADE. EM UM OLHAR CONHECEU O AMOR E NOVAMENTE A MALDADE DO MUNDO PERSEGUIU- A.